sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Aeroporto do Norte

Tendo em vista o desenvolvimento da região de abrangência e consequentemente a redução das dificuldades económicas, o aeroporto Francisco Sá Carneiro é um factor importante e deve ser gerido autonomamente segundo a opinião de 103 membros que se encontraram em Guimarães anteontem. Em seguimento a este encontro, ficou agendada para Janeiro uma reunião extraordinária do Conselho Regional, com o intuito de remeter ao primeiro-ministro uma posição conjunta sobre a gestão do aeroporto. Dos defensores desta posição relativamente a esta infra-estrutura constam-se os representantes das autarquias do Norte, empresários, Junta Metropolitana do Porto, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), associação patronais e sindicais e universidades.

Certo é, que o aeroporto serve toda a população representada na reunião, certo é também, que os indicadores económicos nessa mesma região são dos piores do país. A taxa de desemprego do norte não pára de aumentar à medida que se encerram as fábricas e que a crise se agrava.

Sabemos todos, pelo menos quem está atento às notícias, que este aeroporto tem tido um bom desempenho ao longo destes últimos anos. O número de voos aumentou consideravelmente, em parte devido às companhias de voos low-costs que se instalaram. Esta oferta é também responsável pelo aumento de passageiros estrangeiros, sejam estes turistas ou mesmo empresários, ou seja, é realmente um ponto fulcral na economia da região!

Em breve serão construídas as linhas de TGV, uma das quais fará a ligação do Porto a Lisboa, e outra de Lisboa a Madrid. Nesse momento, fará sentido ter tantos aeroportos no país? Estarão eles bem posicionados? O preço da viagem em TGV não será de valor mais atractivo do que a do avião? Ou pelo contrário haverá mais utilizadores do Sul a virem ao Porto apanhar um voo? Todas estas questões são importantes para a gestão coordenada entre as infra-estruturas para que estas sejam rentáveis. O ideal seria não haver repetição de voos ou horários para abrir o leque de possibilidades aos viajantes entre os dois aeroportos principais do país e promover ligações via TGV entre os dois equipamentos. Por isso a preocupação dos defensores da gestão autonóma no tipo de gestão faz sentido mas será esta a melhor forma?

3 comentários:

O Galaico disse...

A verdadeira questão e aquela que querem denegrir é SERÁ O TGV UTIL?. Pois bem, em Inglaterra não o quiseram por acharem que o tamanho do país (Reino Unido)é insuficiente...

Portugal quer um TV para que? O país atravessa-se hoje em 6 horas de Valença a Faro... Por amor de Deus, isso é mais uma maneira de dar milhões a ganhar a certos empresarios de lisboa que detém as empresas que vão fornecer e construir esta infraestrutura.

Mais valia renovar as linhas de comboios qu existem fora da Capital..

Gisela Rodrigues disse...

Concordo em parte com a ideia, mas aceitava uma linha de tgv para Madrid. Se virem a rede de tgv na Europa, esta termina nas nossas fronteiras e por isso parece-me que faria sentido e sim renovar as existentes com çligação à capital. Mas nada com um verdadeiro estudo económico para realmente averiguar se é mesmo necessário e se até mesmo insuficiente!

Eduardo Cerqueira disse...

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